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CEO do Goldman Sachs assume posse de bitcoin e participa de festa cripto de Trump ao lado de ícones de Wall Street e fundador da Binance

O encontro em Mar-a-Lago reuniu banqueiros e reguladores, consolidando a aproximação entre o setor financeiro tradicional e os ativos digitais promovidos pela família do presidente

Executivos da alta cúpula de Wall Street e autoridades governamentais convergiram para o salão de festas de Mar-a-Lago, na Flórida, em uma conferência organizada pela World Liberty Financial, a plataforma de criptomoedas da família Trump. O evento evidenciou como os ativos digitais se transformaram em uma prioridade política e um centro de lucro pessoal no segundo mandato de Donald Trump. David Solomon, CEO do Goldman Sachs, marcou presença durante todo o dia, completando sua transição de cético do setor para detentor de bitcoin.

A lista de convidados refletiu uma mudança profunda nas atitudes financeiras, unindo reguladores e banqueiros tradicionais a nomes controversos do setor. Solomon esteve acompanhado por Changpeng Zhao, o "CZ", bilionário cofundador da Binance e ex-condenado, além de chefes da Bolsa de Nova York (NYSE) e da Nasdaq. A reunião captou o novo alinhamento entre o Capitólio e os conselhos dos maiores bancos dos Estados Unidos.

Influência nos lucros da família presidencial

O impacto financeiro dessa aproximação é mensurável. Durante o primeiro ano do retorno de Trump ao poder, a fortuna da família cresceu mais de US$ 1 bilhão impulsionada por novos empreendimentos em criptomoedas, conforme dados do índice de bilionários da Bloomberg citados pelo Valor Econômico. Esse montante supera em três vezes o valor estimado do próprio resort de Mar-a-Lago.

A World Liberty Financial, cofundada por Donald Trump Jr. e Eric Trump junto aos filhos de Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, surge como pilar central dessa acumulação de riqueza. A empresa prosseguiu com uma expansão acelerada, e sua stablecoin USD1 já possui mais de US$ 5 bilhões em circulação, posicionando-se entre as maiores do mundo na categoria.

Mudança de tom em Wall Street

O comportamento de Solomon contrasta com o ceticismo histórico do setor bancário. Em 2022, Jamie Dimon, do J.P. Morgan, comparou criptoativos a "pedras de estimação", comentário que na época divertiu Solomon. Embora compartilhasse da dúvida sobre a aplicação prática das moedas virtuais, o líder do Goldman Sachs adotava uma postura pública mais comedida. Em Mar-a-Lago, no entanto, ele revelou possuir uma pequena quantidade de bitcoin.

A presença no evento foi justificada por relações comerciais e demandas de grandes clientes.

"Estou aqui porque Alex Witkoff me ligou. Quando grandes clientes da empresa me ligam e pedem que eu faça algo, eu trabalho de acordo com a minha agenda."

Outros nomes de peso atenderam ao chamado da World Liberty, como a CEO da Nasdaq, Adena Friedman, e a presidente do Grupo NYSE, Lynn Martin. Ambas as bolsas listam empresas apoiadas pela família Trump, e os filhos do presidente visitaram as instituições para cerimônias de toque do sino no último ano.

Uma nova versão de Davos

A conferência reuniu cerca de 500 participantes, incluindo reguladores e investidores pesados do setor. Donald Trump Jr. celebrou o sucesso do encontro e a solicitação dos presentes para que o evento se torne anual, posicionando-o como uma alternativa mais ágil aos fóruns tradicionais.

"Quem teria imaginado há um ano que isso poderia acontecer? É como Davos, sem a burocracia, sem as bobagens."

A empresa agora busca uma licença bancária e anunciou uma nova plataforma de empréstimos, desafiando as previsões do mercado sobre a velocidade de sua expansão.

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