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Ethereum e Solana enfrentam queda de 35% em 2026 e levantam debate sobre futuro das receitas em defi

Analistas avaliam cenário de desvalorização das criptomoedas enquanto setor de finanças descentralizadas amplia captura de receitas

O mercado de criptoativos atravessa um momento crítico em 2026, com as principais redes de contratos inteligentes, Ethereum (ETH) e Solana (SOL), registrando uma desvalorização acumulada de aproximadamente 35% nos últimos 30 dias. Embora o pregão desta sexta-feira (20) tenha apresentado uma leve recuperação, com altas de 1,40% e 3,00% respectivamente, o movimento ocorre em um cenário onde o Bitcoin (BTC) também amarga perdas de 24% no período mensal, influenciado pela retração da demanda de grandes investidores de Wall Street. As informações têm como base dados compilados pelo portal Investidor10.

Apesar da performance negativa nos preços dos tokens, relatórios de mercado indicam uma mudança estrutural na geração de valor dentro do ecossistema. Analistas do BTG Pactual observam que o setor de finanças descentralizadas (DeFi) continua liderando a geração de receitas, apresentando uma dinâmica de migração de valor das redes para os aplicativos construídos sobre elas.

Os especialistas Lucas Josa e Matheus Parizotto detalham essa tendência no relatório do banco.

“Dados recentes indicam que aplicações em DeFi capturam cerca de 5 vezes mais taxas do que as blockchains, contra cerca de 2 vezes há pouco mais de 1 ano, reforçando a migração de captura de receitas para a camada de aplicações.”

Desafios regulatórios e tokenização

Um dos principais entraves para que o uso das redes se reflita no preço dos ativos é a desconexão entre receita e token. Grande parte desses ativos foi criada com foco em governança, evitando a distribuição direta de lucros para não serem enquadrados como valores mobiliários pelos reguladores, o que os colocaria na mesma categoria de ações e fundos de renda fixa.

Em contrapartida, métricas de adoção mostram crescimento robusto. A tokenização de ativos do mundo real (RWA) saltou 296,64% nos últimos 12 meses, somando US$ 24,8 bilhões. As stablecoins também expandiram sua presença, com uma oferta em circulação de US$ 304 bilhões, uma alta de 40,29% no mesmo período.

A dupla de especialistas do BTG alerta para a necessidade de evolução nas regras do setor para destravar valor.

“Com isso, ETH e SOL combinam receitas e utilidade com preços ainda pressionados, em cenário favorável para ampliação de seus principais casos de uso. Uma virada na precificação desses ativos, porém, ainda depende de avanços regulatórios que permitam mecanismos mais eficientes de transferência dos resultados operacionais para os investidores.”

Comparativo de rentabilidade

A desvalorização recente impactou severamente o retorno para quem alocou capital há um ano. Simulações mostram que um investimento inicial de R$ 1 mil em Ethereum realizado há 12 meses valeria hoje R$ 554,50. O mesmo valor aplicado em Solana teria recuado para R$ 345,00. Para fins de comparação com a renda fixa tradicional, um CDB pagando 100% do CDI teria transformado o mesmo montante em R$ 1.145,60.

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