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Especialistas listam cinco criptomoedas essenciais para investir em março e superar a volatilidade recente do mercado digital

Apesar da sequência de quedas no início do ano, especialistas mantêm otimismo com recuperação e destacam ativos estratégicos para compor a carteira no mês

O mercado de criptoativos atravessa um período de águas agitadas neste começo de ano, marcado por uma rara sequência de cinco meses consecutivos de queda do Bitcoin (BTC), encerrada em fevereiro. Contudo, a perspectiva de especialistas aponta para uma recuperação iminente, sustentada por fundamentos sólidos de longo prazo. Um compilado realizado pelo portal InfoMoney junto às principais casas de análise do Brasil revelou quais são as apostas prioritárias para março.

A tese de investimento permanece inalterada para muitos analistas, apoiada na evolução do cenário regulatório e tecnológico. Marcelo Person, diretor de Tesouraria e Mercados da Foxbit, analisa o contexto atual.

"A combinação entre amadurecimento institucional, evolução regulatória e avanços tecnológicos segue sustentando a tese de longo prazo. Alguns ativos se destacam não apenas por potencial de valorização, mas por relevância estrutural no ecossistema."

Além das moedas já consolidadas, o levantamento destaca protocolos de infraestrutura e ativos resilientes à volatilidade. Confira abaixo as principais recomendações.

Bitcoin mantém posição de destaque

Mesmo após o desempenho negativo recente, a maior criptomoeda do mercado segue como peça central nas carteiras. Valter Rebelo, head de cripto da Empiricus, classifica o ativo como essencial para qualquer investidor do setor, citando a legitimação trazida pelos ETFs à vista e a adoção corporativa e governamental.

"A onda de legitimação da tecnologia blockchain e regulação que está sendo construída nos Estados Unidos coloca o Bitcoin como principal beneficiado."

Solana atrai investidores arrojados

Entre as altcoins, a Solana (SOL) aparece como favorita para momentos de maior apetite ao risco, mantendo alta liquidez e forte presença nos mercados futuros. Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX, observa o comportamento do ativo.

"A criptomoeda costuma registrar variações superiores à média do setor em momentos de maior apetite por risco."

Ethereum e a retomada institucional

O Ethereum (ETH) é visto como promissor devido à expectativa de novos fluxos institucionais via ETFs e ao reaquecimento dos protocolos de finanças descentralizadas (DeFi). Rony Szuster, do Mercado Bitcoin, aponta para a busca por blockchains escaláveis.

"O fortalecimento da narrativa de reprecificação dos ativos de risco e a busca por blockchains estáveis e escaláveis também favorecem o Ethereum."

Infraestrutura com chainlink

Líder no segmento de oráculos, que conectam dados externos às blockchains, a Chainlink (LINK) ganha relevância com o avanço da tokenização institucional. Marcelo Person reforça o papel estratégico da rede na integração entre o sistema financeiro tradicional e a tecnologia cripto.

"A expansão de soluções voltadas para tokenização institucional e interoperabilidade entre redes reforça sua relevância estratégica."

Hyperliquid como proteção na volatilidade

Uma aposta menos conhecida do grande público, o token Hyperliquid (HYPE), foi destacado por sua capacidade de gerar receita independentemente da direção do mercado. André Franco, CEO da Boost Research, ressalta a performance do ativo durante as correções recentes.

"Enquanto houver volatilidade – e março ainda promete muita – o protocolo continua sendo muito rentável. A receita independe da direção do mercado."

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