Criptomoeda líder avança com apoio político nos Estados Unidos e recuperação de ativos de risco apesar do cenário de guerra no Oriente Médio manter investidores em alerta
A maior criptomoeda do mundo apresentou estabilização nesta quinta-feira, sustentando-se acima da marca de US$ 72 mil. O movimento reflete uma combinação de otimismo regulatório e uma melhora no sentimento de risco global, fatores que ajudaram o ativo a atingir a máxima mensal de US$ 73.243 na sessão anterior. Atualmente cotado a US$ 72.366,1, o ativo digital enfrenta a pressão de ventos contrários vindos do conflito no Oriente Médio, conforme reportado pelo portal Investing.com.
A recuperação recente busca reverter as perdas profundas registradas em fevereiro. O impulso de alta ganhou força com o desempenho positivo de Wall Street e declarações diretas do cenário político norte-americano. Donald Trump, presidente dos EUA, solicitou a aprovação célere de um projeto de lei focado na estrutura do mercado de criptomoedas, legislação que enfrenta atrasos. Além disso, Trump teceu críticas aos grandes grupos bancários por sua resistência aos pagamentos de rendimentos em stablecoins.
Influência política e cenário de guerra
As falas de Trump renovaram as esperanças de um ambiente regulatório mais favorável nos Estados Unidos, embora a aprovação da lei CLARITY não apresente progressos imediatos. O otimismo gerado ajudou a contrabalançar o cenário externo adverso.
As hostilidades entre Estados Unidos, Israel e Irã continuam a gerar cautela. O lançamento de uma onda de mísseis pelo Irã contra Israel e a negação de diálogos com Washington mantiveram os mercados em alerta. Esse cenário bélico resultou em um salto nos preços do petróleo, alimentando preocupações inflacionárias e fazendo com que os futuros das ações norte-americanas operassem no negativo na manhã de quinta-feira.
Visão crítica de Ray Dalio
Apesar da recuperação de preços, vozes influentes do mercado financeiro mantêm o ceticismo. Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, reiterou críticas à comparação entre o ativo digital e metais preciosos. O gestor bilionário apontou a falta de respaldo de bancos centrais, questões de privacidade e a vulnerabilidade à computação quântica como pontos fracos.
"Muita atenção tem sido dada ao Bitcoin, mas como moeda, é pequeno em relação ao ouro… existe apenas um ouro."
Dalio questionou o desempenho da criptomoeda como porto seguro durante um podcast recente. No entanto, o investidor mantém uma alocação de 1% em seu portfólio para o ativo e chegou a recomendar uma exposição de 15% combinada entre Bitcoin e ouro, visando proteção contra uma potencial crise da dívida nos EUA.
Recuperação ampla das altcoins
O movimento de alta do líder do mercado contagiou outros ativos digitais, que também buscam recuperar as perdas do mês anterior. O Ether, segunda maior criptomoeda em valor de mercado, registrou valorização de 7,5%, atingindo US$ 2.128,35. O token XRP avançou 4,7%, cotado a US$ 1,4238.
Outros destaques incluem Solana, Cardano e BNB, que oscilaram entre 3% e 7% de alta. No setor de memecoins, a Dogecoin disparou 8%, enquanto o ativo identificado como $TRUMP adicionou 2,2% ao seu valor.