Instituição financeira firma parceria com empresa especializada e prepara testes em larga escala para transformar a sua gestão de tesouraria digital
O Bradesco iniciou o desenvolvimento de uma robusta infraestrutura voltada para a custódia institucional de ativos digitais e a emissão de stablecoins. O banco estruturou novos projetos de gestão de tesouraria integrados a criptomoedas e prepara rodadas de testes em larga escala para a validação corporativa dessa tecnologia. As informações foram divulgadas no primeiro dia do evento Merge São Paulo 2026 e detalhadas na reportagem original do jornal Valor Econômico.
Courtnay Guimarães, chefe da divisão de ativos digitais da instituição financeira, detalhou a contratação de especialistas no mercado de blockchain para viabilizar a arquitetura principal do projeto.
“Estamos construindo uma grande infraestrutura de custódia institucional e contratamos a [empresa de infraestrutura blockchain] Fireblocks. Queremos ser líderes em stablecoins e esperamos mais clareza sobre isso.”
Impacto nos serviços bancários e eficiência do mercado
A decisão de aportar recursos nesse segmento ocorreu pela identificação de oportunidades de eficiência operacional ainda não exploradas pelo setor tradicional. A aplicação das inovações financeiras entrará na prateleira de ofertas do banco em breve.
“Esses movimentos devem começar a afetar produtos e serviços nos próximos dois anos.”
A organização estrutural e regulatória desses novos modelos conta com o suporte de entidades representativas. O representante da instituição financeira pontuou o papel da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) na criação de padrões para os produtos cripto no país.
“No fim, o avanço do setor dependerá de uma construção colaborativa entre instituições, reguladores e entidades de mercado, criando as bases para um ecossistema mais eficiente, seguro e competitivo no Brasil.”
Desafios da internacionalização das finanças digitais
O surgimento de formatos de negócio baseados em criptoativos aponta para uma descentralização inevitável no sistema bancário. A tendência demonstra que as grandes operações deixarão de ser locais para atuar em uma rede global e conectada.
O executivo enxerga obstáculos sérios para o futuro das instituições tradicionais diante da quebra repentina de fronteiras comerciais.
“Isso terá graves consequências, pois ainda não sabemos como ser globais.”