Queda de 10% na criptomoeda impacta papéis de empresas globais e brasileiras que utilizam o ativo digital como estratégia principal de tesouraria
As chamadas Bitcoin Treasury Companies, organizações que fundamentam seu patrimônio na aquisição da moeda digital, enfrentam um dia de severa desvalorização em suas ações. O movimento reflete a instabilidade generalizada no setor de criptoativos, com o Bitcoin registrando uma perda de 10% nas últimas 24 horas. Esse recuo fez o preço do ativo retornar aos patamares observados em novembro de 2024, conforme aponta o Valor Econômico.
A Strategy, reconhecida como a principal referência desse modelo de negócios e liderada por Michael Saylor, sente o impacto direto da correção do mercado. Na Nasdaq, os papéis da companhia, que transicionou do setor de software para focar na acumulação de criptomoedas, operam com queda de 12%, negociados a US$ 114. O desempenho negativo amplia as perdas da empresa no ano, que já somam uma desvalorização acumulada de 26%.
O cenário de perdas atinge também a segunda maior compradora global do ativo, a BitMine. Na Bolsa de Nova York (Nyse), as ações da empresa recuam 8%, cotadas a US$ 18,64. No acumulado de 2025, a retração no valor de mercado da companhia chega a 31%.
No Brasil, empresas listadas que adotam estratégia similar de tesouraria acompanham a tendência de baixa. A Meliuz (CASH3) apresentava desvalorização de 4% por volta das 13h30, com o papel valendo R$ 3,43. Já a OranjeBTC (OBTC3) registrava queda de 1%, a R$ 6,76, recuperando-se levemente após ter chegado a cair mais de 3% em momentos anteriores do pregão.