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Como comprar Bitcoin na Rico e entender as opções de investimento via ETFs e fundos

Investir em Bitcoin através da Rico é um processo realizado exclusivamente por meio de produtos financeiros regulados, como os ETFs (Exchange Traded Funds) e fundos de investimento, e não pela compra direta da criptomoeda para custódia própria. O investidor que deseja expor seu capital a esse mercado deve utilizar o home broker da plataforma para adquirir cotas de fundos que replicam o desempenho de ativos digitais, como o BITH11 ou o HASH11.

Essa estrutura oferece a vantagem de operar em um ambiente supervisionado pela B3, eliminando a complexidade técnica de gerenciar chaves privadas e carteiras digitais. No entanto, é fundamental compreender que, ao optar por essa via, você não possui o Bitcoin diretamente, mas sim uma cota de um fundo que acompanha sua valorização. De acordo com a análise sobre 15 opções de ETFs de criptoativos publicada pela Rico, o mercado brasileiro já oferece produtos que cobrem desde o Bitcoin puro até setores específicos como finanças descentralizadas (DeFi) e NFTs.

O processo de compra na plataforma

Para quem busca entender como alocar recursos nessa classe de ativos dentro da corretora, o procedimento é inteiramente digital e integrado ao sistema bancário tradicional. O primeiro passo exige que o usuário tenha uma conta ativa na plataforma, com o processo de verificação de identidade devidamente concluído.

Após a abertura da conta, é necessário realizar um depósito de recursos via TED ou Pix. Com o saldo disponível, o investidor deve acessar a área de renda variável ou o home broker. Segundo o guia da Bitget sobre como investir na Rico, o processo final consiste em selecionar o código (ticker) do ETF desejado, definir a quantidade de cotas e confirmar a ordem de compra.

Diferenças entre etfs e compra direta

Uma distinção crucial que o investidor deve assimilar é a natureza da custódia. Na Rico, a exposição ocorre via produtos financeiros. Isso significa que não é possível realizar saques em Bitcoin para uma carteira externa ou utilizar os ativos para pagamentos diretos. O resgate ocorre sempre em reais, após a venda das cotas no mercado secundário.

Plataformas especializadas, conhecidas como exchanges, operam de maneira diferente, permitindo a compra direta, o staking (geração de renda passiva com as moedas) e a transferência para carteiras Web3. Já o modelo de ETFs foca na simplicidade tributária e na segurança institucional, ideal para quem prefere não lidar com a custódia técnica dos ativos.

Opções de etfs de bitcoin

O mercado brasileiro dispõe de múltiplos fundos de índice focados exclusivamente na maior criptomoeda do mundo. A diferença entre eles reside na metodologia do índice que replicam e nas taxas de administração. O BITH11, por exemplo, tem como objetivo acompanhar o Nasdaq Bitcoin Reference Price, seguindo a cotação do ativo em dólares americanos.

Outra alternativa listada é o BITI11, que replica o desempenho do Bitcoin baseando-se no índice Bloomberg Galaxy Bitcoin Index. Para investidores que buscam referências da CME (Chicago Mercantile Exchange), o QBTC11 segue o CME CF Bitcoin Reference Rate, refletindo o preço médio em dólares.

Mais recentemente, em março de 2024, foi lançado o IBIT39. Este fundo também utiliza o CME CF Bitcoin Reference Rate como base, agregando dados de negociação de diversos mercados globais, consolidando-se como mais uma alternativa moderna para a exposição ao ativo.

Alternativas para investir em ethereum

Além do Bitcoin, a rede Ethereum possui veículos de investimento específicos na bolsa brasileira. O ETHE11 busca acompanhar a variação do Nasdaq Ether Reference Price, permitindo uma exposição indireta ao preço do Ether em dólares.

O QETH11 opera de forma similar, mas rastreia o índice CME CF Ether-Dollar Reference Rate. O cálculo desse índice considera o preço médio do ativo em negócios realizados em um horário específico de Londres, oferecendo uma metodologia transparente para o investidor institucional e de varejo.

Cestas de criptomoedas diversificadas

Para aqueles que preferem não apostar em uma única moeda, existem ETFs que funcionam como cestas de ativos. O HASH11 foi o pioneiro no Brasil e busca replicar o Nasdaq Crypto Index. Ele oferece uma composição que inclui moedas com liquidez e capitalização de mercado relevantes, rebalanceadas periodicamente.

Outra opção de diversificação é o CRPT11. Este fundo acompanha o índice Teva Criptomoeda Top 20, focado nos 20 criptoativos com maior valor de mercado que atendam a critérios de liquidez razoáveis, proporcionando uma exposição mais ampla ao ecossistema.

Investindo em finanças descentralizadas (defi)

O setor de Finanças Descentralizadas, ou DeFi, visa replicar serviços financeiros tradicionais como empréstimos e seguros utilizando a tecnologia blockchain. O ETF DEFI11 acompanha o CF DeFi Market Cap Weight Composite Index, investindo em tokens nativos de protocolos que compõem esse ecossistema.

Já o QDFI11, lançado em 2022 como o primeiro ETF de DeFi do mundo, segue o Bloomberg Galaxy DeFi Index. Ambos os produtos são voltados para investidores que acreditam na disrupção do sistema financeiro tradicional por meio de contratos inteligentes e protocolos abertos.

Tecnologia blockchain e contratos inteligentes

Existem fundos que focam na infraestrutura tecnológica por trás das criptomoedas. O BKCH39 investe em empresas que se beneficiam da tecnologia blockchain, como mineradoras e processadoras de transações, seguindo o Solative Blockchain Index. É importante notar que este ativo pode apresentar menor volume de negociação.

O BLOK11 concentra-se nos líderes de contratos inteligentes (smart contracts), acompanhando o índice MVIS Crypto Compare Smart Contract Leaders. Para integrar essa carteira, o criptoativo precisa atender a rigorosos critérios de segurança e aceitação de mercado.

A Web3, considerada a nova fase da internet construída sobre blockchains, é o foco do WEB311. Este fundo replica o CF Web3 Index, rastreando a performance de tokens nativos de aplicativos descentralizados e protocolos que formam a base dessa nova infraestrutura digital.

Exposição ao metaverso e nfts

O entretenimento digital e a propriedade única na internet também possuem representação na bolsa. O META11, lançado no final de 2023, foca em ativos relacionados ao metaverso e entretenimento em blockchain, dividindo seu portfólio entre plataformas de liquidação, suporte e entretenimento digital.

No segmento de tokens não fungíveis, o NFTS11 visa acompanhar os maiores ativos de mídia e entretenimento cripto. Ele segue o índice MVIS CryptoCompare Media & Entertainment Leaders Brazil, selecionando uma cesta de moedas ligadas ao universo dos NFTs.

Riscos e tributação envolvidos

Embora o investimento via Rico ofereça a segurança operacional da B3, ele não elimina os riscos de mercado. A volatilidade é uma característica intrínseca das criptomoedas; em 2024, o Bitcoin chegou a oscilar mais de 20% em determinados meses.

Outro ponto de atenção é a ausência de garantias estatais. Criptoativos e fundos de índice não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Além disso, o investidor deve estar atento às taxas de administração e performance cobradas pelos fundos, bem como à tributação de ganho de capital aplicável a ativos de renda variável.

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