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Analistas apontam oito criptomoedas alternativas com potencial de valorização em março após recuo do bitcoin

Especialistas avaliam cenário de estabilização para o mercado cripto e destacam ativos ligados a tokenização e infraestrutura de finanças descentralizadas

O mercado de criptomoedas inicia o mês de março com o objetivo de encontrar estabilidade, sucedendo um fevereiro caracterizado por desalavancagem e quedas acentuadas. O período anterior foi encerrado sob um clima de cautela, evidenciado pela perda de suportes técnicos relevantes do Bitcoin, que não conseguiu retomar o patamar de US$ 70 mil. Apesar da deterioração do sentimento de curto prazo, a avaliação de fundamentos permanece positiva, com foco na adoção institucional e na expansão dos ETFs como pilares para teses de longo prazo, segundo informações compiladas pelo Portal do Bitcoin.

As análises indicam que o novo mês pode trazer uma combinação de consolidação de preços e valorização de temas estratégicos. Entre os tópicos em destaque estão a tokenização de ativos do mundo real, o desenvolvimento de stablecoins sintéticas e melhorias na infraestrutura de escalabilidade.

Apostas em finanças descentralizadas e infraestrutura

No segmento de finanças descentralizadas, a Aave mantém sua posição de referência. O protocolo, que opera na rede Ethereum e outras blockchains compatíveis, permite a realização de empréstimos sem intermediários bancários. A expectativa é que o token de governança AAVE ganhe tração com uma eventual retomada de volume e busca por rendimentos no setor.

O ecossistema Solana também apresenta destaques, especificamente com a Jupiter. O agregador de preços é considerado fundamental para a eficiência das transações na rede. A integração com múltiplos protocolos e a promessa de baixo custo e rapidez da Solana favorecem o token JUP, que pode capturar o crescimento da atividade on-chain.

A tokenização de ativos reais encontra representação na Ondo Finance. O projeto atua na digitalização de títulos do Tesouro americano, servindo como uma ponte entre o mercado tradicional e o ambiente blockchain. Taiamã Demaman, da Coinext, aponta que o ativo deve passar por uma fase de consolidação e ajustes técnicos, impulsionado por sua expansão global e parcerias estratégicas.

Soluções de escalabilidade e novos modelos

A Arbitrum figura na lista como a principal solução de segunda camada do Ethereum. A tese baseia-se no crescimento do uso da rede principal, o que naturalmente transfere protagonismo para soluções que oferecem escalabilidade. Marcelo Person, diretor na Foxbit, contextualiza a importância do momento para essas tecnologias.

“Março pode ser um mês importante para consolidação do crescimento das redes de segunda camada, especialmente se o mercado voltar a priorizar fundamentos técnicos e eficiência operacional”

Em um cenário de incertezas, a Hyperliquid tem demonstrado resiliência. O token HYPE apresentou desempenho superior à média das altcoins, sustentado por um modelo de receita que independe da direção do mercado. André Franco, CEO da Boost Research, comenta sobre a rentabilidade do protocolo frente às oscilações de preços.

“Enquanto houver volatilidade — e março ainda promete muita — o protocolo continua sendo muito rentável”

Outros ativos mencionados incluem a Ethena, com sua stablecoin sintética USDe, e a Avalanche, focada em tokenização institucional e criação de novos veículos de investimento. Já a Worldcoin reaparece no radar impulsionada pela narrativa de identidade digital e verificação biométrica.

Perspectivas para os grandes ativos do mercado

Entre as criptomoedas de maior capitalização, a Solana segue como favorita de diversos especialistas, com expectativas voltadas para a possibilidade de um ETF à vista nos Estados Unidos. O analista Guilherme Fais, da NovaDAX, também chama atenção para o potencial de giro do XRP e da BNB. O primeiro atrai traders de curto prazo devido à atividade especulativa, enquanto o segundo tende a ver aumento de demanda em períodos de maior negociação global.

O Bitcoin e o Ethereum permanecem como infraestrutura central. A maior criptomoeda do mercado sustenta sua tese de reserva de valor e oferta limitada, apoiada pelo fluxo dos ETFs. Já para o Ethereum, projeta-se uma valorização moderada condicionada à recuperação do setor de DeFi e ao fortalecimento das blockchains escaláveis.

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