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Bitcoin ignora índice de medo extremo e movimentação de grandes investidores aponta para teste da resistência de US$ 70 mil

Recuperação de preços ocorre em meio a cenário de incerteza tarifária nos EUA e forte acumulação de ativos por baleias fora das corretoras

O mercado de criptomoedas apresenta sinais de uma leve recuperação nesta sexta-feira, tentando reverter meses de quedas consecutivas desde o pico histórico registrado em outubro de 2025. O Bitcoin, principal ativo do setor, é negociado na faixa entre US$ 68.000 e US$ 68.300. Segundo o portal BitNoticias, essa movimentação representa uma tentativa de estabilização, mesmo em um ambiente onde o sentimento dos investidores permanece frágil.

A capitalização global do mercado avançou cerca de 1%, oscilando entre US$ 2,33 trilhões e US$ 2,41 trilhões. O domínio do Bitcoin permanece sólido, variando entre 56% e 57%, o que evidencia a preferência por ativos menos voláteis em momentos de tensão. O ativo ainda opera 46% abaixo de sua máxima histórica de US$ 126.000, após cinco meses de desvalorizações que retiraram de US$ 10.000 a US$ 15.000 do preço mensalmente.

Indicadores de sentimento e risco de liquidação

A análise técnica aponta que o BTC busca consolidar suporte entre US$ 65.000 e US$ 67.000. Uma eventual superação da barreira dos US$ 69.000 poderia desencadear liquidações de posições vendidas, impulsionando o preço para a região de US$ 70.000. O mercado, contudo, segue sensível: uma queda de 10% teria potencial para liquidar US$ 2,35 bilhões em posições compradas.

Os dados de sentimento refletem cautela extrema, embora métricas on-chain sugiram oportunidades de fundo:

  • Fear & Greed Index: 14 (Medo Extremo);
  • Altcoin Season Index: 36/100;
  • RSI médio: 51 (Neutro).

O indicador MVRV negativo aponta que parcela significativa dos investidores opera no prejuízo, fator que historicamente limita quedas mais acentuadas. Paralelamente, grandes investidores — as chamadas baleias — retiraram entre US$ 4 bilhões e US$ 7 bilhões das corretoras no último mês (entre 60.000 e 100.000 BTC), um comportamento típico de acumulação.

Impacto das tarifas e cenário macroeconômico

A volatilidade recente está atrelada ao cenário político-econômico dos Estados Unidos. A Suprema Corte invalidou tarifas impostas pelo presidente Trump sob a IEEPA, que geravam receitas entre US$ 130 bilhões e US$ 200 bilhões. Em resposta, Trump anunciou uma nova tarifa global de 10% com vigência a partir de 24 de fevereiro.

Apesar da pressão inicial sobre ativos de risco devido à incerteza e possíveis novas investigações, a tese de longo prazo para o Bitcoin ganha força. Tarifas mais altas tendem a estimular a inflação, aumentar gastos públicos e a emissão de dívida, cenário que historicamente posiciona a criptomoeda como uma ferramenta de proteção financeira.

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