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Disparada na acumulação de bitcoin e análise técnica do livro de ordens projetam criptomoeda na faixa de 80 mil dólares no curto prazo

Dados apontam desequilíbrio favorável a compradores e lacunas na cme como catalisadores para recuperação imediata do ativo digital após correção recente

O Bitcoin (BTC) enfrenta um momento decisivo após recuar para valores abaixo de US$ 67.400 na abertura desta segunda-feira, movimento que sucedeu um pico superior a US$ 70.000 no fim de semana. Indicadores técnicos e comportamentais do mercado sugerem, no entanto, que uma reversão de tendência pode estar próxima, impulsionada por um posicionamento agressivo de ordens de compra e um aumento substancial na retenção de ativos por investidores de longo prazo. As informações são do Cointelegraph.

Gap na cme e metas de preço

Especialistas traçam agora um cenário de recuperação que mira a faixa entre US$ 80.000 e US$ 84.000. O analista Mark Cullen destaca a existência de um “gap” na Chicago Mercantile Exchange (CME) como um alvo técnico primordial para a semana. Esses gaps ocorrem quando o preço de fechamento dos futuros no fim de semana difere do preço de abertura, criando uma lacuna gráfica que o mercado historicamente tende a preencher.

A faixa estipulada entre US$ 80.000 e US$ 84.000 representa o principal nível não preenchido atualmente. Estatísticas apontam que 9 em cada 10 gaps da CME formados desde agosto de 2025 já foram revisitados pelo preço, reforçando a probabilidade técnica do movimento.

Desequilíbrio no livro de ordens

A liquidez disponível no mercado reforça a tese de suporte imediato. Dados compartilhados pelo trader Dom revelam uma disparidade significativa entre intenções de compra e venda. Existem cerca de US$ 596 milhões em ofertas de compra (bids) posicionadas em uma faixa de 0% a 2,5% do preço atual, contra apenas US$ 297 milhões em ordens de venda (asks).

O trader analisou o comportamento do mercado durante a queda recente, observando uma mudança na postura dos investidores. “Depois que o Bitcoin varreu níveis abaixo de US$ 60.000, a demanda aumentou próximo às mínimas, sugerindo maior interesse em acumular a preços descontados.”

Esse cenário configura o maior desequilíbrio (bid skew) registrado em mais de dois anos, com uma proporção de quase 2 para 1 a favor dos compradores. A magnitude desse indicador sugere uma demanda reprimida capaz de sustentar uma tendência de alta no curto prazo caso a estrutura se mantenha.

Acumulação atinge novas máximas

O comportamento dos investidores de longo prazo corrobora os sinais de alta. Levantamentos da CryptoQuant indicam que endereços classificados como acumuladores detinham mais de 372.000 BTC em 15 de fevereiro. Para efeito de comparação, esse volume girava em torno de apenas 10.000 BTC em setembro de 2024.

O analista Darkfost detalhou os critérios rigorosos para essa classificação, que incluem ausência de saídas, múltiplas entradas, saldo mínimo e histórico de atividade, excluindo carteiras de exchanges e mineradores. Simultaneamente, a distribuição por detentores de longo prazo (LTH) em janelas de 30 dias caiu para menos de US$ 100.000, um recuo drástico frente às médias superiores a US$ 1 milhão observadas em novembro de 2025. Essa redução na venda por parte de detentores antigos atua como um contrapeso à volatilidade, limitando a oferta disponível no mercado.

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