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Bitcoin se recupera após queda que custou US$ 2 trilhões ao mercado de criptomoedas

Criptomoeda registra alta de 7% e retorna à casa dos US$ 70 mil após atingir menor valor desde outubro de 2024

O Bitcoin recuperou parte significativa de seu valor de mercado após enfrentar o colapso mais severo dos últimos três anos no setor de ativos digitais. A principal criptomoeda do mundo, que havia recuado para menos de US$ 66 mil na última quinta (4) — seu nível mais baixo desde outubro de 2024 —, registrou uma valorização de cerca de 7% nas últimas 24 horas. O movimento de retomada posiciona o ativo novamente na faixa dos US$ 70 mil.

Dados da CoinGecko apontam que o mercado global de criptomoedas sofreu uma redução dramática, perdendo US$ 2 trilhões em valor total desde o pico de US$ 4,3 trilhões alcançado no início de outubro do ano passado. Somente no último mês, o prejuízo acumulado foi de aproximadamente US$ 800 bilhões. Apesar da recuperação recente, o Bitcoin encerra a semana com saldo negativo e acumula perdas anuais próximas a 20%.

Desempenho de outros ativos e contexto de mercado

A recuperação não se limitou ao Bitcoin, que atualmente detém quase 60% da fatia do mercado avaliado em US$ 2,3 trilhões. Tokens de menor capitalização também apresentaram correções positivas. O Ether avançou 5,1%, enquanto a Solana subiu cerca de 4,5% após ter registrado queda de 14% na quinta.

A volatilidade recente chamou a atenção para além dos ativos digitais, impactando também vendas de metais como ouro e prata e ações. O cenário é marcado por fluxos especulativos e compras alavancadas. Além disso, o ambiente macroeconômico exerce influência direta sobre os preços. A indicação de Kevin Warsh por Donald Trump para a presidência do Federal Reserve gera expectativas de redução no balanço da instituição, fator que pode estar alimentando a instabilidade.

Análise de especialistas

Para analistas do setor, o movimento de baixa observado recentemente possui características específicas ligadas à estrutura do mercado, mais do que a fundamentos do ativo. Evgeny Gokhberg, fundador da Re7 Capital, avalia a dinâmica atual.

“A queda do Bitcoin em relação às suas máximas históricas parece ser impulsionada mais por desfazimentos indiscriminados de posições do que por um catalisador fundamental claro. Os fluxos de mercado sugerem uma potencial desalavancagem por parte de fundos de hedge, incluindo a pressão em torno de operações de base, o que implica que a queda pode ser estrutural em vez de fundamental.”

A capacidade da criptomoeda de se manter acima de níveis críticos de preço é o foco atual dos investidores. Damien Loh, diretor de investimentos da Ericsenz Capital, observa a reação do mercado ao patamar de US$ 60 mil.

“A recuperação a partir de US$ 60.000 sugere que há um forte suporte. [Ainda assim, os investidores não devem] esperar uma forte alta de volta.”

A cautela permanece como sentimento predominante entre os operadores. Rachael Lucas, analista da BTC Markets, alerta para os riscos caso o suporte atual não seja sustentado.

“Os traders agora estão focados em saber se o Bitcoin conseguirá se manter acima de US$ 60.000. [Caso contrário,] poderia haver uma queda para a faixa de US$ 50.000.”

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