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Analistas do banco Citi revelam quais são as duas ações de criptomoedas mais promissoras para driblar o atual cenário de incerteza regulatória

Estratégia foca em ativos digitais com forte potencial de adoção institucional e expansão das stablecoins no mercado financeiro global e regulamentado

O mercado de ativos digitais continua no radar das grandes instituições financeiras. Analistas do banco Citi decidiram manter suas principais recomendações de investimento focadas no setor de criptomoedas, superando as dúvidas sobre o cenário legislativo. A aposta recai sobre empresas posicionadas estrategicamente para lucrar com o crescimento das stablecoins e o avanço da presença institucional. Os detalhes do levantamento com as teses de investimento foram publicados pelo portal Investing.com.

As definições legislativas para a regulação dos ativos digitais ainda esbarram em lentidão. O projeto conhecido como CLARITY Act permanece estagnado nos Estados Unidos, enquanto legisladores debatem pontos controversos ligados especialmente às recompensas geradas por stablecoins.

Uma possível revisão das regras está prevista para o final de março, abrindo espaço para uma aprovação parlamentar entre abril e maio. O mercado financeiro trabalha com a expectativa de que um acordo seja selado em breve sobre os temas mais polêmicos do setor.

Circle desponta nas preferências com projeções agressivas de crescimento

A primeira grande escolha global do banco é a Circle Internet Financial. A instituição atribui uma recomendação formal de compra para a companhia, acompanhada de um preço-alvo estimado em US$ 243 por ação.

Os papéis da empresa já experimentaram uma valorização de aproximadamente 100% no período recente. A leitura dos especialistas indica que o mercado recém começou a precificar as oportunidades reais de monetização atreladas à stablecoin USDC.

A companhia é vista como uma futura plataforma padrão de liquidação voltada para o comércio agêntico. O movimento de convergência envolvendo pagamentos automatizados por inteligência artificial sinaliza uma expansão direta das receitas de reservas, avançando para a infraestrutura de transações embutidas. Em termos tecnológicos, a rede Arc Blockchain da empresa segue em fase de testes e o lançamento definitivo no mercado pode acontecer até o final deste ano.

O alvo estabelecido leva em conta a marca de US$ 200 bilhões circulando em volumes de pagamentos e transferências num horizonte de cinco anos. O modelo de negócios é impulsionado por operações financeiras transfronteiriças e pela forte capacidade de ampliação em redes regulamentadas. Nos bastidores, a companhia nomeou Kirk Koenigsbauer, executivo da Microsoft, para o conselho de administração e acumulou revisões positivas da Clear Street e da Bernstein SocGen.

Corretora Bullish atrai clientes institucionais e reporta salto em volumes de negócios

O segundo ativo criptonativo de destaque apontado pela instituição é o Bullish Group. A corretora obteve um avanço próximo a 55% após a divulgação dos balanços recentes, superando com folga o ritmo de crescimento de suas concorrentes em janeiro e fevereiro. Somente em fevereiro, as negociações à vista deram um salto mensal de 70%.

O preço-alvo das ações passou por um corte marginal, recuando de US$ 67 para US$ 65. O ajuste pontual foi motivado exclusivamente pelas novas metodologias e projeções adotadas para o desempenho do Bitcoin.

Um crescimento consistente é esperado pelos analistas à medida que a corretora avança sobre o público institucional dos Estados Unidos. O movimento ganhou musculatura significativa após a empresa conquistar a aprovação da licença regulatória BitLicense no estado de Nova York em setembro. Além disso, a companhia observa um impulso positivo no mercado ancorado no lançamento de negociação de opções programadas para o final de 2025.

A avaliação projeta um múltiplo financeiro entre 40 e 45 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda para o exercício fiscal de 2027. O cálculo embute participações capitalizadas em Bitcoin precificadas na casa dos US$ 13 por ação. Apesar de instituições financeiras como o JPMorgan e a Rosenblatt reduzirem seus preços-alvos nos últimos meses, avaliações de compra foram reiteradas pelas gestoras Canaccord Genuity e pela própria Rosenblatt.

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