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Dificuldade de mineração de Bitcoin cai mais de 11%, maior queda desde a proibição na China em 2021

Ajuste na rede reflete impacto de tempestade nos EUA e desvalorização do ativo no mercado global

A rede Bitcoin passou por um ajuste severo nas últimas 24 horas, registrando uma queda de 11,16% na dificuldade de mineração. O movimento representa a retração mais acentuada em um único período de ajuste desde a proibição da atividade na China, ocorrida em 2021. A métrica, fundamental para medir o desafio de adicionar novos blocos ao livro razão digital, reflete turbulências recentes tanto no clima quanto no mercado financeiro.

Dados monitorados pela CoinWarz indicam que a dificuldade atual se encontra em 125,86 T, patamar efetivado no bloco 935.429. O tempo médio para processamento de cada bloco ultrapassou a marca de 11 minutos, ficando acima da meta protocolar de 10 minutos estabelecida pela rede. As projeções apontam que a tendência de baixa deve persistir, com uma nova redução estimada em 10,4% prevista para o próximo dia 23 de fevereiro, o que levaria o índice para 112,7 T.

O cenário atual remete ao período entre maio e julho de 2021, quando o governo chinês iniciou uma repressão aos ativos digitais. Naquela época, os ajustes negativos variaram entre 12,6% e 27,9%, conforme registros históricos.

Fatores climáticos e econômicos pressionam mineradores

A redução drástica no poder computacional da rede, conhecido como hashrate, decorre de uma combinação de fatores. O mercado de criptomoedas enfrentou uma ampla retração, derrubando o preço do Bitcoin em mais de 50%. A cotação recuou de máximas históricas superiores a US$ 125.000 para mínimas na faixa de US$ 60.000, impactando a rentabilidade das operações.

Simultaneamente, a tempestade de inverno Fern atingiu os Estados Unidos em janeiro, afetando 34 estados e cobrindo uma área de mais de 5 mil quilômetros quadrados com gelo e neve. As temperaturas extremas comprometeram a infraestrutura elétrica, forçando mineradores norte-americanos a reduzir o consumo de energia e paralisar máquinas temporariamente.

A Foundry USA, maior pool de mineração do mundo, sentiu o impacto direto dessas condições. Durante a tempestade, sua capacidade de processamento caiu de quase 400 exahashes por segundo (EH/s) para cerca de 198 EH/s, uma perda momentânea de aproximadamente 60%.

Informações do Hashrate Index mostram que a pool já recuperou parte de sua força, operando acima de 354 EH/s e mantendo 29,47% de participação no mercado. Apesar da recuperação pontual, o poder total de processamento da rede Bitcoin atingiu em janeiro seu nível mais baixo em quatro meses. Além das questões climáticas e de preço, o setor observa uma migração de operações de mineração para centros de dados voltados à inteligência artificial e computação de alto desempenho.

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