O documento oficial alinha a proteção de ativos digitais com a inteligência artificial e a computação quântica dentro dos esforços de defesa nacional
A administração Trump oficializou uma nova diretriz de segurança cibernética que insere as criptomoedas e a tecnologia blockchain no centro da estratégia de defesa tecnológica norte-americana. O movimento posiciona a segurança desses ativos digitais no mesmo patamar de prioridade da inteligência artificial e da computação quântica, visando assegurar a liderança dos Estados Unidos frente à competição global em tecnologias emergentes, conforme reportado pela CoinDesk.
Intitulado "Estratégia Cibernética para a América", o documento delineia seis pilares para orientar a política federal, abrangendo desde a proteção de infraestruturas críticas até a modernização de redes governamentais. O texto enfatiza a necessidade de manter a superioridade em tecnologias consideradas vitais.
"Construiremos tecnologias e cadeias de suprimentos seguras que protejam a privacidade do usuário desde o design até a implantação, incluindo o suporte à segurança de criptomoedas e tecnologias blockchain. Promoveremos a adoção da criptografia pós-quântica e da computação quântica segura."
O governo também se comprometeu a garantir a segurança da estrutura tecnológica voltada para a IA, incluindo centros de dados, além de fomentar a inovação no setor. Ao agrupar a segurança da blockchain com a criptografia pós-quântica, a estratégia enquadra a infraestrutura financeira descentralizada como um componente essencial na disputa tecnológica contra rivais estrangeiros.
Continuidade da agenda pró-cripto
Embora o documento não introduza regulamentações específicas, a linguagem utilizada sinaliza que os formuladores de políticas federais interpretam a integridade dos sistemas blockchain como parte da defesa da liderança econômica nacional. A medida reforça os compromissos assumidos por Trump desde sua campanha de 2024, quando prometeu em Nashville transformar o país em uma "superpotência do Bitcoin".
Desde o início de 2025, a gestão atual implementou diversas ações alinhadas ao setor, como a criação de uma força-tarefa presidencial sobre ativos digitais e a orientação para estabelecer uma Reserva Estratégica de Bitcoin utilizando fundos apreendidos. O governo também vetou a criação de uma moeda digital de banco central (CBDC) e promoveu a Lei GENIUS, voltada para stablecoins.
O cenário regulatório também sofreu alterações significativas sob a nova administração, com o encerramento de processos contra grandes empresas do mercado, incluindo Uniswap, Coinbase, Tron e Binance, revertendo políticas restritivas da era anterior.